quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um mundo imaginário

Um dia desses ao chegar em casa me deparei com um senhor, um excluído social, que decora as vias dos grandes centros urbanos. Seres HUMANOS que não possuem identidades, que não possuem dignidade e aos menos possuem a esperança de sonhar.

Esse senhor estava pedindo ajuda, com um discurso cantado ele contava uma história triste de uma família que foge do Vale do Jequitinhonha, foge da miséria, mas só encontra miséria. Em sua história há uma filha paralítica, que deveria tomar leite, mas só toma água com fubá; que deveria usar fraldas, mas usa um banho que lhe causa assaduras; deveria se alimentar, mas isso nem sempre acontece; e que deveria andar, mas nem uma cadeira de rodas ela tem. Ele proferia seu discurso com lagrimas no rosto.

Histórias como essas já não são tão anormais, sempre que uma pessoa vem nos pedir ajuda há um conto triste. Sempre imagino se essa história do senhor é mesmo verdadeira, mas quer mesmo saber, espero que não. Sonho que seja apenas uma forma de conseguir sensibilizar para obter ajuda. Espero que seus problemas não sejam tão terríveis assim.
Na verdade imagino um mundo sem que haja essa decoração urbana, sem que haja uma criança fazendo malabarismo no sinal. Imagino um mundo que não haja um senhor pedindo ajuda para tentar sustentar sua família em estado de miséria.

Esse é o meu mundo que infelizmente ainda é Imaginário.

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