Inofensivo, inócuo, isento de culpa ou malícia, simples, puro. Já pararam para pensar sobre a inocência? O quanto ela é crucial para um jornalista? E também o quanto é mortal? Lembro da minha inocência no primeiro dia em que sonhei em ser jornalista. Lembro do primeiro dia na faculdade, estava desesperado e com um frio insuportável na barriga. A inocência de não saber o que se pode perguntar e o que se deve perguntar. A inocência de perguntar exatamente aquilo que não deve nunca ser perguntado numa coletiva: isso ainda gela a barriga.
Dizem que ela irá se afastar com o tempo. A inocência de um foca é semelhante à de uma criança e só dura enquanto estamos aprendendo. Mas penso que essa inocência permanece dentro de todos. Para conquistar os meus objetivos, não preciso ser malicioso. Sei que tempos difíceis são feitos para nos aperfeiçoar, e por isso minha inocência não irá se degenerar.
Sei que o povo brasileiro está triste, pois, desde Cabral, somos roubados. E o povo sempre calado. Aí me pergunto cadê à imprensa? Será que ela é culpada? Mas garanto, eu não serei mais um mafioso! Só de sacanagem, não vou me vender, vou ser inocente até o final. Podem dizer que sou um aventureiro, um mero sonhador, mas logo vou te responder que a minha inocência é, sim, de um sonhador. Porém como inocente acredito nos sonhos, e por isso não vão me prender. Vou arriscar a conhecer o novo. Não me contentarei em nadar em uma piscina: vou desbravar o mar, e sei que não vou me afogar.
E quer saber: gosto de ser inocente. Assim fico mais solto para fazer a pergunta cretina, sem medo de errar, e cuja resposta vem como um furo de reportagem. Fico mais disposto a bater na porta de quem não se deve bater e correr o risco de ela ser aberta. Fico com um ar de coitado, o que tira a responsabilidade de parecer inteligente.
Como é bom ser inocente.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Conversando com Deus!!
Em uma roda de amigos, conversávamos sobre sonhos bizzaros. Meu amigo Luis Inácio, um importante administrador, foi o que mais viajou na história dos sonhos. Falou sobre uma conversa que teve com Deus. Isso mesmo, com Deus.
- Filho, acorda.
- Pai? Estás diferente.
- É por que sou eu, Deus, criador do universo, psicólogo dos reis.
- O que fiz de errado? Por que vós aparecestes para mim?
- Nada de importante. Só vim para te delegar uma tarefa.
- Vós querereis minha ajuda? Eu que não sei de nada!
- Sim, algo simples, mas de muita importância. Quero que convenceis teu povo a ser honesto.
- Como assim? Vós, senhor do universo, estais a duvidar de nós brasileiros, um povo sofrido e trabalhador.
- Sim. Como me explicas o famoso jeitinho brasileiro. Vós sempre quisestes o caminho mais fácil.
- Silêncio.
- Do jeitinho dos estudantes, nas horas das provas.
- Silêncio.
- Como explicas a exoneração de 59 policiais envolvidos com o tráfico, como me explicas as crises políticas?
- Eu não sabia.
- Tu não sabias do mensalão, da falta de estrutura em Congonhas, que matou inocentes. Não sabias do escândalo dos Dossiês, não sabias da Operação Navalha, não sabias nada sobre o Renan Calheiros?
- Juro por Deus que não sabia de nada.
- Cuidado, mentir para mim é pecado.
- Nunca menti para o senhor. Vós que sois o Deus Poderoso, ensiná-me a conduzir meu povo.
Nessa hora, meu grande amigo Luis acordou. Mas graças a Deus isso aconteceu. Imaginem se ele começasse a achar que é o representante de Deus na Terra. Mas será que ele se lembra do seu dialogo com Deus?
- Filho, acorda.
- Pai? Estás diferente.
- É por que sou eu, Deus, criador do universo, psicólogo dos reis.
- O que fiz de errado? Por que vós aparecestes para mim?
- Nada de importante. Só vim para te delegar uma tarefa.
- Vós querereis minha ajuda? Eu que não sei de nada!
- Sim, algo simples, mas de muita importância. Quero que convenceis teu povo a ser honesto.
- Como assim? Vós, senhor do universo, estais a duvidar de nós brasileiros, um povo sofrido e trabalhador.
- Sim. Como me explicas o famoso jeitinho brasileiro. Vós sempre quisestes o caminho mais fácil.
- Silêncio.
- Do jeitinho dos estudantes, nas horas das provas.
- Silêncio.
- Como explicas a exoneração de 59 policiais envolvidos com o tráfico, como me explicas as crises políticas?
- Eu não sabia.
- Tu não sabias do mensalão, da falta de estrutura em Congonhas, que matou inocentes. Não sabias do escândalo dos Dossiês, não sabias da Operação Navalha, não sabias nada sobre o Renan Calheiros?
- Juro por Deus que não sabia de nada.
- Cuidado, mentir para mim é pecado.
- Nunca menti para o senhor. Vós que sois o Deus Poderoso, ensiná-me a conduzir meu povo.
Nessa hora, meu grande amigo Luis acordou. Mas graças a Deus isso aconteceu. Imaginem se ele começasse a achar que é o representante de Deus na Terra. Mas será que ele se lembra do seu dialogo com Deus?
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