terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Homem é o espetáculo.

Lembro da primeira vez que vi um leão de verdade, lembro que fiquei muito impressionado com a presença do rei das selvas, lembrava do Rei Leão, minha história favorita do universo Disney. Tudo começou com um simpático homem dizendo: “Senhoras e Senhores, o Circo Feliz tem a honra de apresentar Cabeleira, o rei da selva.”, foi lindo, um homem parecia conversar com o bicho, pedindo para ele pular dentro de círculos que pegavam fogo.
Essa pode ser a história de muitas crianças, mas quando elas crescem talvez mudem de idéia, leões, elefantes, camelos, todos esses animais presos em jaulas pode ser algo assustador.
A discussão de usar animais ou não nos espetáculos circenses é polêmica, cerca de 30 cidades no país, como o Rio de Janeiro e São Paulo proíbem a apresentação de espetáculos circenses que utilizam animais. O que acendeu o debate acerca da proibição foi o já extinto circo Vostok, no ano de 2000, quando um garoto de seis anos foi morto por leões que estavam dentro da jaula. Esse caso faz parte de uma história de quatro incidentes envolvendo animais, em um período de sete anos no Brasil.
Será mesmo que é necessário utilizar animais nos espetáculos? O professor circense Alexandre Marques acha que não, segundo ele “O papel dos animais já não é mais necessária, os melhores espetáculos são feitos sem a presença dos animais, a mentalidade mudou e, além disso, o custo para manter um animal é muito alto”.
Com o passar do tempo, além do avanço tecnológico ocorreu também uma mudança cultural. Atualmente, já não há encanto na luta entre gladiadores e leões como nos espetáculos romanos, onde César saciava a população oferecendo-lhes pão e circo. Com a globalização, o circo perde um pouco de sua mística, segundo Alexandre, ‘o circo teve um importante papel, já que a população carente não teria oportunidade de ver leões, camelos e elefantes, porém, atualmente eles estão em abundância nos meios de comunicação’.
Devido a esta mudança cultural, aliado a atual conscientização ambiental os grandes circos vêem apresentando ao público espetáculos onde a capacidade humana é a atração principal. Através de performances corporais as apresentações levam aos espectadores uma história ou uma música, por exemplo. Ao invés de leões saltando entre labaredas de fogo, trapezistas desafiam a gravidade ao se apresentarem, executando saltos como atletas profissionais. Ao invés de lançar pombas ao ar ou tirar coelhos da cartola, as apresentações mostram shows de ilusionismo com elementos pirotécnicos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Caminhos

Dizem que há muitas pedras na estrada da vida. Pedras que são formam obstáculos QUASE intransponíveis, pedras que podem nos derrubar. Tombos que pensamos ser a derrocada.

Vejo que há caminhos onde só existem pedras, tombos e mais tombos. Caminhos que não há saída e ninguém disposta a ajudar. Estradas onde só se encontra intolerância, preconceito e dor. Caminhos onde há raros momentos de descanso.

Aquele que sofre em alguns momentos da vida é um felizardo, a dor pode ser encarada como uma forma de ensino, já aqueles que somente sorri estão fadados às terras de Orfeu, fadados ao sonho de uma vida feliz, mas sem perceber que a muita tristeza na Terra. Nas terras dos homens sonhar é um começo, o meio é o esforço e o fim é uma incógnita.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Boa Sorte Obama

A vitória de Barack Obama para a presidência dos EUA foi marcante para mim, pois, foi a primeira vez que fico contente com acontecimento norte americano. O fim melancólico do Senhor das Guerras culminou com um marco na história norte americana: o primeiro presidente negro do país.

Obama está longe de se tornar negro mais ilustre da história do país. Os EUA não podem esquecer Martin Luther King Jr., com seu sonho de igualdade. Sonho que permitiu que Obama chegasse onde chegou.

Mas o fato é que o mundo está contente com a vitória de Barack Obama, apesar de vivermos em tempos nebulosos sem uma luz no fim do túnel. Obama terá uma dura tarefa, não deixar o império da águia repita a história de grandes potencias como Roma, que sucumbiu pelas suas próprias escolhas.

Boa sorte Obama.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um mundo imaginário

Um dia desses ao chegar em casa me deparei com um senhor, um excluído social, que decora as vias dos grandes centros urbanos. Seres HUMANOS que não possuem identidades, que não possuem dignidade e aos menos possuem a esperança de sonhar.

Esse senhor estava pedindo ajuda, com um discurso cantado ele contava uma história triste de uma família que foge do Vale do Jequitinhonha, foge da miséria, mas só encontra miséria. Em sua história há uma filha paralítica, que deveria tomar leite, mas só toma água com fubá; que deveria usar fraldas, mas usa um banho que lhe causa assaduras; deveria se alimentar, mas isso nem sempre acontece; e que deveria andar, mas nem uma cadeira de rodas ela tem. Ele proferia seu discurso com lagrimas no rosto.

Histórias como essas já não são tão anormais, sempre que uma pessoa vem nos pedir ajuda há um conto triste. Sempre imagino se essa história do senhor é mesmo verdadeira, mas quer mesmo saber, espero que não. Sonho que seja apenas uma forma de conseguir sensibilizar para obter ajuda. Espero que seus problemas não sejam tão terríveis assim.
Na verdade imagino um mundo sem que haja essa decoração urbana, sem que haja uma criança fazendo malabarismo no sinal. Imagino um mundo que não haja um senhor pedindo ajuda para tentar sustentar sua família em estado de miséria.

Esse é o meu mundo que infelizmente ainda é Imaginário.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

VOU SER INOCENTE

Inofensivo, inócuo, isento de culpa ou malícia, simples, puro. Já pararam para pensar sobre a inocência? O quanto ela é crucial para um jornalista? E também o quanto é mortal? Lembro da minha inocência no primeiro dia em que sonhei em ser jornalista. Lembro do primeiro dia na faculdade, estava desesperado e com um frio insuportável na barriga. A inocência de não saber o que se pode perguntar e o que se deve perguntar. A inocência de perguntar exatamente aquilo que não deve nunca ser perguntado numa coletiva: isso ainda gela a barriga.

Dizem que ela irá se afastar com o tempo. A inocência de um foca é semelhante à de uma criança e só dura enquanto estamos aprendendo. Mas penso que essa inocência permanece dentro de todos. Para conquistar os meus objetivos, não preciso ser malicioso. Sei que tempos difíceis são feitos para nos aperfeiçoar, e por isso minha inocência não irá se degenerar.

Sei que o povo brasileiro está triste, pois, desde Cabral, somos roubados. E o povo sempre calado. Aí me pergunto cadê à imprensa? Será que ela é culpada? Mas garanto, eu não serei mais um mafioso! Só de sacanagem, não vou me vender, vou ser inocente até o final. Podem dizer que sou um aventureiro, um mero sonhador, mas logo vou te responder que a minha inocência é, sim, de um sonhador. Porém como inocente acredito nos sonhos, e por isso não vão me prender. Vou arriscar a conhecer o novo. Não me contentarei em nadar em uma piscina: vou desbravar o mar, e sei que não vou me afogar.

E quer saber: gosto de ser inocente. Assim fico mais solto para fazer a pergunta cretina, sem medo de errar, e cuja resposta vem como um furo de reportagem. Fico mais disposto a bater na porta de quem não se deve bater e correr o risco de ela ser aberta. Fico com um ar de coitado, o que tira a responsabilidade de parecer inteligente.

Como é bom ser inocente.

Conversando com Deus!!

Em uma roda de amigos, conversávamos sobre sonhos bizzaros. Meu amigo Luis Inácio, um importante administrador, foi o que mais viajou na história dos sonhos. Falou sobre uma conversa que teve com Deus. Isso mesmo, com Deus.

- Filho, acorda.
- Pai? Estás diferente.
- É por que sou eu, Deus, criador do universo, psicólogo dos reis.
- O que fiz de errado? Por que vós aparecestes para mim?
- Nada de importante. Só vim para te delegar uma tarefa.
- Vós querereis minha ajuda? Eu que não sei de nada!
- Sim, algo simples, mas de muita importância. Quero que convenceis teu povo a ser honesto.
- Como assim? Vós, senhor do universo, estais a duvidar de nós brasileiros, um povo sofrido e trabalhador.
- Sim. Como me explicas o famoso jeitinho brasileiro. Vós sempre quisestes o caminho mais fácil.
- Silêncio.
- Do jeitinho dos estudantes, nas horas das provas.
- Silêncio.
- Como explicas a exoneração de 59 policiais envolvidos com o tráfico, como me explicas as crises políticas?
- Eu não sabia.
- Tu não sabias do mensalão, da falta de estrutura em Congonhas, que matou inocentes. Não sabias do escândalo dos Dossiês, não sabias da Operação Navalha, não sabias nada sobre o Renan Calheiros?
- Juro por Deus que não sabia de nada.
- Cuidado, mentir para mim é pecado.
- Nunca menti para o senhor. Vós que sois o Deus Poderoso, ensiná-me a conduzir meu povo.

Nessa hora, meu grande amigo Luis acordou. Mas graças a Deus isso aconteceu. Imaginem se ele começasse a achar que é o representante de Deus na Terra. Mas será que ele se lembra do seu dialogo com Deus?